28 de setembro de 2007
27 de setembro de 2007
As iludências aparudem
Diz o chefe do eixo do mal que lá não há invertidos.
Olhe que é capaz de haver, seu ai-a-tola.
Só que usam burka.
26 de setembro de 2007
Vozes e Ecos
Adiante, que já se faz tarde.
Ouvimos, a caminho, bem instalados num carro muito simpático, que até parecia que ria, a mesma música, ad nauseum. Lembrámos lanches de omoletes, de fiambre uma, de queijo outra, regadas a zeniatta mondata. Recordámos a nossa breve carreira de actores, todos secundários (e não é que o concerto maliciosamente abriu ao som do "Get Up, Stand Up"?). Rememorámos as cantorias no metro de Paris (ó Collina, o que estavas tu a fazer em casa, pá?). Levemente pedrados pelos rolinhos feitos no tal simpático carro, tivemos visões de duendes. Debatemos a blogosfera. Dançámos. Dissemos adeus aos bifes industriais e jurámos a partir daqui só cear em bares que se assumam como de outro tempo.
E, nem parece verdade, vimos mesmo os Police. E as suas vozes ainda ecoam na cabeça, trazendo à memória as coisas que eles nos dizem.
20 de setembro de 2007
Moral da história
Do dia de hoje retiro duas novas lições de vida:
1. Não mais falar de boca cheia;
2. Não mais arrotar posts de pescada.
Mentes brilhantes
Já que estou numa maré de auto-punição, queria apresentar o meu modesto pedido de desculpa ao nosso Governo pelo infantil e despropositado post de 12 de Setembro último, parvamente intitulado "Diálogo era com o outro". É que li hoje no Público que o governo chinês se prepara para reduzir substancialmente os apoios ao governo do Zimbabué. Como sempre, a real politik tem os seus efeitos positivos, que o comum dos mortais está longe de vislumbrar. O governo não recebe o Dalai Lama (mas ele há sempre o Presidente da Assembleia para evitar o vexame total - e só a paciência infinita de um Dalai Lama para aguentar mais de dez minutos de conversa com o batráquio monocórdico do Jaime Gama) e o Mugabe fica sem dinheiro para a passagem de avião para Lisboa.
Read more...Ogait Lagaffe
18 de setembro de 2007
Dialogo luso italiano
Trocadilho mimoso (e bastante piroso)
Amoriga, não fico corado.
Mas fazes da minha alma um terreno mimado.
12 de setembro de 2007
Diálogo era com o outro
O Dalai Lama é para os mariquinhas, nós recebemos é o tipo do Zimbabué.
Read more...Mais uma do Careca levado da b(r)eca
Não é que o nosso ilustre magistrado tenha absoluta confiança na Justiça portuguesa e ponha as mãos no fogo pela competência profissional dos seus pares (o contrário seria pecado de imodéstia, que, quando em excesso, é bem sabido, cai mal). A propósito dos tãos propalados fenómenos da lentidão e mediatização da Justiça, comenta o nosso ilustre magistrado o caso Casa Pia (antecipado pedido de desculpa ao supra mencionado por eventuais erros de transcrição):
"Ainda falta ouvir para aí umas duzentas testemunhas. Fosse eu o juiz do processo e, com o aparato mediático do caso Maddie, declararia a inutilidade superveniente da lide."
Não podia estar mais de acordo.
O Careca levado da b(r)eca
Sob o pretexto de um aniversário, almoço com amigos de longa data. São uma verdadeira terapia, estas tertúlias.
Um de nós, cuja identidade à cautela não revelarei, não vá eu sofrer represálias, pois que a justiça é cega e não olha aos afectos, é personificação de um órgão de soberania da república.
Chegou longe, portanto, o que de todo em todo é causa de espanto para qualquer dos outros, dadas as suas qualidades intelectuais e académicas, reconhecida e consensualmente superiores às dos outros mortais convivas (sem mencionar as qualidades humanas, ibastas, mas que não vêm agora a propósito).
A ilustre carreira da magistratura que esse nosso amigo prosseguiu com tanto sucesso foi também o resultado de uma escolha em tudo adequada a alguns traços da sua personalidade. O homem tem um profundo espírito inquisitivo e nunca se fia nas afirmações de quem quer que seja, mesmo dos seus mais próximos. Exemplo.
A malta discutia as vantagens de pertencer a algumas agremiações, cuja titularidade implicaria o direito a descontos em gasolineiras e afins. O aniversariante diz que, por desleixo, não retirava qualquer proveito dos cartões de associado e que a única vez que tinha usado de descontos desse tipo teria sido com o vetusto cartão jovem.
Eis que o magistrado, usando do seu fino e rigoroso espírito cartesiano, questiona, com um sorriso malicioso nos lábios:
"Mas tu usavas o cartão jovem? Usavas em quê o cartão jovem?"
Ao que o outro, responde, não sem que transparecesse um ligeiro e irracional temor com a acutilância da questão:
"Sei lá, por exemplo, nos transportes".
"Mas quais transportes, alguma vez fizeste Inter-Rail, pá?"
"Não, isso não fiz. Mas usava nos comboios, de qualquer modo."
"O quê, usavas em que comboios, pá, daqui para Sintra e depois davam-te boleia para as Maçãs, não? Usavas lá tu cartão jovem, pá".
Cansado e arrasado, o meu amigo mais humilde deu por terminado o debate e admite nunca ter usado tal coisa.
Se a coisa é assim entre amigos, o que será nos tribunais. O casal McCann bem fez em pirar-se para a terrinha, não fora a Roda da Fortuna apontar o nosso amigo para vingar a Justiça Nacional das calúnias dos tablóides anglófonos.
10 de setembro de 2007
Um lindo trocadalho que se me irrompeu pela cabeça adentro
Hoje um colega meu convida-me para almoçar. Mas pergunta-me se pode levar connosoco um tipo mais chato do que a Bélgica. Eu disse-lhe que ficava para outro dia, que tinha de ir a casa.
"Epá, embora lá, que o gajo, desde que a namorada o deixou, anda com a auto-estima em baixo."
Fosga-se, com esta é que fui mesmo a casa. Se ele tem problemas de auto-estima, o tipo que vá lavar o carro. Não me estraguem é o almocinho.
7 de setembro de 2007
Retalhos da vida de um consultor
Dasse, estava a ver que nunca mais chegavam as seis horas da tarde. Que é como quem diz, que nunca mais era sábado. Bom fim de semana.
Read more...Mundial de rugby
O Grande Herói Nacional Tomaz Morais, o lusitano indómito que finalmente colocou o estandarte nacional no mapa do râguebi mundial, faz para o "Público" a apreciação individual de cada um dos atletas que defenderão as cores da pátria. Fiquei intrigado com o teor de uma delas, que me abstenho de comentar:
"David Mateus (ponta): "Um dos melhores penetradores nas áreas adversárias. Tem que ser mais agressivo a defender""
Retalhos da vida de um consultor
Ao contrário do costume, esta não está a ser uma sexta-feira particularmente exigente do ponto de vista laboral. Ainda bem, pois que, como de costume, não me apetece fazer ponta de um corno (há-de chegar o dia em que faça um post sobre a expressão "não fazer ponta de um corno", mas hoje não me apetece). Mesmo se fosse mais uma sexta-feira exigente do ponto de vista profissional, teria de chamar o meu haltere-ego para meter as mãos à labuta. O problema é que o gajo anda assim como que para que o pesado, o haltere-ego.
Read more...Retalhos da vida de um consultor
Hoje um gajo irritante, a meio de uma acesa discussão sobre um assunto de escassa relevância, disse-me: "Epá, não sejas teimoso, que não há verdades absolutas". Se o gajo irritante não fosse o meu chefe, teria tido tomates para responder que afirmar que não há verdades absolutas é necessariamente ter a pretensão de que há uma verdade absoluta - a da inexistência de uma verdade absoluta, não vá não ter sido absolutamente claro.
Read more...Tenham cuidado, muito cuidado!
4 de setembro de 2007
Assim falou Zaratustra
Hoje aprendi um dos mandamentos do zoroastrismo: "Não abusarás da generosidade do teu próximo. A amizade não é pastilha elástica."
3 de setembro de 2007
Uma, Uma, Uma...
Já enjoa, mas obrigado outra vez, Mónica. Bem sei que esta não era para mim, mas dá-me muito jeitinho.
"Com capota, sem capota, ele é jipe, é camião
Jameson atravêssando o Atlântxicô
Brigado, Mônica, a CARIOCA bem-humorada. Valeu. Tem carioca mal-humorada? Sabia não.
Fica prometido o Jameson, on the rocks, para Setembro. Ou uma caipiroska. Pura lima. Ou maculada au maracujá, esticando a corda.